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Zayn para a British Vogue!
09.11.2018
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Zayn sobre a One Direction, Gigi Hadid e em ser “um pouco isolado

Na edição de dezembro para revista britânica Vogue, Zayn discute seu afastamento da boyband, não ter feito um único amigo durante os cincos anos na One Direction e como é a vida com sua namorada, a modelo Gigi Hadid.

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Ele chega, é claro, atrás de uma suave brisa de maconha. “Tudo certo,” diz Zayn, estendendo sua mão enquanto observa de soslaio seu terraço coberto pela chuva. Temos várias lojas, em cima do Soho, (Manhattan), na cobertura onde, durante a maior parte do ano passado, o príncipe mais bonito do pop escondeu-se, como uma Rapunzel do século 21 com seu PlayStation, uma namorada supermodelo e seu recém adquirido gato Sphynx chamado Dobby. Porque Dobby, eu pergunto, enquanto ele abre algumas garrafas de Stella. “Como o elfo-doméstico,” responde, rindo de sua referência ao Harry Potter. “Nós tentamos fazer para ele pequenas roupas com meias, mas ele não fica com elas.”

Bem vindo ao maravilhoso – um tanto jovem – mundo do Zayn Malik. De acordo com suas instruções, eu devo ressaltar obedientemente, apenas “Zayn” atualmente, desde que o sobrevivente de 25 anos da boyband, vindo de Bradford com um perfeito cabelo e fantástico falsetto, dispensou seu sobrenome igual a Cher. Adotou o nome um ano após deixar a One Direction, em março de 2015, quando o grupo mais bem sucedido do mundo estava no auge. Por um breve momento, Zayn foi a resposta da geração Youtube para John Lennon (ou Geri Halliwell, pelo menos), devastando milhões de fãs ao redor do mundo com sua súbita saída, e um ano depois os emocionando com o recorde de seu álbum de estréia no topo da Billboard. Ele mudou-se para os Estados Unidos, acumulou bilhões de reproduções, fez um dueto com Taylor Swift, gravou campanhas para Versus e suportou as dúzias de paparazzis acampados em sua porta todos os dias. Ele também se tornou uma figura internacional de destaque para o sucesso da racialidade e a anti-islãmofobia. E eu mencionei o cabelo, né?

Aqui vemos, no entanto, outro Zayn. “Eu sou caseiro,” afirma ele, pedindo a sua assistente que arrume algumas toalhas, porque ele quer ficar em seu telhado junto com a garoa grossa de Nova Iorque usando apenas um capuz laranja Air Jordan como proteção. Ok, eu acho.  Um pouco estranho. Mas, ele ama a vista e tem orgulho de seu fabuloso investimento. Enquanto nos sentamos na chuva bebendo cerveja preta, torna-se aparente que além de sua extraordinária simetria facial, ele é um homem calmo e pensativo do norte da Inglaterra, com um sotaque de Yorkshire não diluído pela fama. “Não” continua a ser “nurr”, seu melhor amigo é o seu primo, ele ama sua mãe e, entre visitas ao estúdio de gravação, e a semi-isolação no Soho, ele joga Fortnite. A semana de moda está próxima da cidade, então sua namorada Gigi Hadid aparece entre os compromissos nas passarelas, para ficarem juntos e assistirem programas de culinária. “Tudo está ótimo”, conta ele sobre seu relacionamento, que resistiu a uma breve separação e reconciliação, ainda que pública, no começo do ano. (nota: Separações de instagram realmente são separações?). Seus olhos transbordam amor cada vez que o nome dela é mencionado. “Ela é super organizada e eu, realmente não sou,” ele conta com gratidão. “Ela consegue me ajudar com algumas coisas. Dependo bastante dela.”

Ainda sim, muito sobre o Zayn— sensível, talentoso, bonito —permanece um mistério; uma façanha incomum se considerar que graças ao cinco anos na One Direction, sua adolescência está entre as mais investigadas na história. Houve consequências, obviamente: ansiedade, distúrbios alimentares e uma baixa frustração ao ser questionado sobre seus antigos companheiros aos quais as relações permanecem… congeladas. Mas enquanto atinge seu quarto de século, Zayn diz que as coisas estão finalmente mudando. Ele inclina-se em sua cadeira e sorri. “Sinto que estou em um bom momento,” conta ele.  “como se eu tivesse crescido. Meu tanque de energia está diminuindo um pouco.”

Seu iminente segundo álbum é uma reflexão disso. “Você tem uma perspectiva diferente, o que é bom,” explica ele sobre a tracklist secreta que gravou com os produtores SaltWives e os irmãos Hannides. As estrelas convidadas incluem Nicki Minaj e Timbaland, embora o processo tenha sido um pouco sinuoso, por incluir algumas faixas de seu primeiro álbum, Mind Of Mine, (ele tinha 60 músicas gravadas na época), e uma remarcação de data crescente. “Era para ter sido lançado por volta de Fevereiro, Março, mas muito resume-se ao tipo de divulgação que estou disposto a fazer,” fala com um tom malcriado. “É uma progressão de minha idade e experiência.”

A grande notícia é que ele está finalmente em um momento em que consegue olhar para trás, para os anos que passou na One Direction sem uma mistura de fúria e pânico. “Sou capaz de olhar para isso como uma experiência incrível, o que não era permitido dizer até pouco tempo,” ele espanta-se. Por que não? “Porque tinha muita merda acontecendo.” Que merda? “Apenas algumas merdas,” ele encolhe os ombros. Como a “máquina” ou a banda? “Com tudo. De volta nas últimas apresentações, quando estávamos em estádios, eu realmente não era permitido a aproveitar a experiência. A “máquina” tinha ido rápida demais.”

Apesar de qual seja a máquina. Após ser descoberto no The X Factor, Zayn passou os cinco anos de sua vida adulta embalado como Shirley Temple no luxo. “Nós fomos de teatros, para arenas e estádios – nunca teve alguma ponte no meio. Apenas explosão em cima de explosão. Acho que esse tipo de progressão para qualquer mente – mas especialmente quando você tem 17, 18 anos – te afeta um pouco. As pessoas são afetadas de diferentes maneiras – ainda mais com cinco personalidades distintas,” diz ele categoricamente, “as relações se desfizeram.”

Algumas noites ele poderia estar no Brasil o na Coréia do Sul, apresentando-se para 80,000 adolescentes gritando, e não sentir nada. Ou, se não sentia exatamente nada, era como uma profunda dormência.“Não tinha muito mais em termos de sentimento no palco, mesmo com os caras.” Isso parece meio deprimente, na realidade. “Tudo tinha se perdido, o sentimento real.” repete ele. Você já fez terapia? “Eu não fiz terapia, apenas tive umas longas conversas com os meus pais. Não sou muito chegado na ideia de terapia. Entendo o benefício dela, mas para mim pessoalmente não acho que preciso.” ele escolhe suas palavras cuidadosamente. “Foi uma experiência que não compreendi, e com o passar do tempo e podendo analisar com meu próprio cérebro e com as pessoas próximas a mim – meu pai, minha mãe, minhas irmãs, minha namorada, a mãe dela [ele é bem próximo da mãe da Gigi, Yolanda], quem quer que seja. Cheguei a um ponto onde consigo entender o que foi [essa experiência]. Foi boa.”

Depressivamente, ele conta que saiu de seus cinco anos na One Direction sem fazer um único amigo. “Sim,” ele encolhe os ombros, “Eu também sempre fui um pouco isolado, embora. Não gosto de conversar com muitas pessoas.” Ele ainda fala com alguém da banda? “Nah. Não falo com nenhum deles há bastante tempo, para ser honesto. É assim que funciona apenas. Algumas coisas aconteceram e foram ditas quando eu deixei a banda…” ele pausa. “Coisas injustas. Pequenas coisas que não esperava.” Não é segredo que mesmo quando viajavam em turnê juntos, Zayn e Harry, tinham tão pouco a ver com o outro quanto possível, e embora ele fosse amigo dos outros, eles não mantém mais contato. O amor perdido foi mínimo. “As coisas são assim.As pessoas seguem em frente, crescem separadas, as pessoas evoluem.” (Ouça o som de vários milhões de Directioners tendo seus sonhos esmagados)

Seus interesses amadureceram também. Por ter sido marcado como “o misterioso”, é raramente dado o devido espaço para o Zayn falar sobre assuntos sérios. Ainda que nenhum outro membro da banda tenha definido um discurso público maior do que esse garoto britânico-paquistanês de classe trabalhadora de West Yorkshire. Se a saúde mental agora é pauta em entrevistas de celebridades, Zayn pode receber um pouco dos créditos. Ele falou sobre distúrbios alimentares (ele diz que foi sobre ser capaz de controlar algo na loucura nos anos no pop) e a ocasional ansiedade significando que só agora ele pode ser em turnê sozinho.

Sua vida, em muitos aspectos, tem sido um indicador da Grã-Bretanha moderna. Criado por uma mãe cozinheira, Trisha, que converteu-se ao islamismo, e seu pai que ficava em casa, Yaser, ele foi o oitavo ano dos protestos de BradFord em 2001. “Eu vi a segregação,” conta sobre sua infância. “Foi confuso para as pessoas, elas não entendiam. ‘Quem é o negro? É sua mãe ou seu pai.’ mas ele é generoso. “A culpa não foi de ninguém, até aprenderem essas coisas.”  Ele vê o caos sobre o debate racial como um processo de aprendizado em massa, e é otimista. “É natural. Há uma mistura de raças agora.” Algo do que ele diz é definido por ter sido criado em um matriarcado doméstico, com cinco tias e três irmãs, assim como a Trisha. “Eu sou delicado,” diz orgulhosamente. “Sempre senti que isso me fez um homem forte. Meu pai sempre me apoiou dessa forma, também. Ele é um cara grande, treina bastante, mas sempre disse, ‘Você têm que expressar suas emoções, não faz sentido manter as merdas para si mesmo.’ As pessoas não falam sobre suas emoções por sentirem uma certa vergonha, mas eu sinto como uma progressão ao me expressar.” Zayn é rotineiramente considerado o mais famoso muçulmano britânico. Ele considera-se religioso?

“Eu nunca falei abertamente sobre minhas crenças religiosas para ser honesto. Eu não estou professado para ser um muçulmano.” Você diria que é muçulmano agora? “Não, eu não diria,” diz pensativamente. “Acredito que as crenças religiosas das pessoas estão entre elas e o que ou qualquer coisa que praticam. Para mim, eu tenho uma crença de que existe um Deus. E eu acredito no inferno? Não.”

Ele teme que até mesmo uma discussão de fé “se torne uma porra de debate de religião com filosófos.” “Eu prefiro manter isso entre mim e qualquer coisa que eu acredite. Eu sinto que isso me faz seguir a vida de uma boa maneira. Se eu me comportar bem, vou ser recompensado.É isso. Eu não acredito que preciso comer uma carne que foi rezada de certa maneira, que precise ler uma oração de certo modo cinco vezes ao dia. Não acredito em nada disso. Apenas acredito que se você for uma boa pessoa as coisas irão funcionar para você.” Foi fácil para ele deixar suas crenças, em relação a sua família? “Bem fácil para mim,” diz ele afirmando coma cabeça. “Meu pai e minha mãe sempre estiveram lá para nos educar – eu fui a mesquita, estudei o islamismo – mas eles nos deram a opção de escolha” Mas ele está feliz de ter passado sua infância em mesquitas. “Sem dúvidas há partes bonitas em cada religião,” ele diz, satisfeito por ter construído sua vida em torno dos princípios do Islã.

Esses sentimentos podem parecer bastante duros, mas ele está dizendo gentilmente e suavemente. Ele é inteligente – certamente mais inteligentes que estudantes do segundo ano, o que faz sentido. Já que de muitas maneiras, foi seu destino. Ele estava no primeiro ano das salas avançadas quando foi chamado para One Direction, estudando inglês, que ele continua a adorar. “Eu fui bem, consegui um A no meu primeiro ano,” ele conta, comoventemente orgulhoso. Ele continua a dizer que irá voltar a estudar e que estava “procurando por cursos.” Ele parece mais um graduando do que um famoso internacional. Embora sua conversa seja uma revelação. “Ela está viajando em sua mala,” diz ele sobre sua colega Taylor Swift, e sua habilidade em evitar paparazzis.

Ainda ele se pergunta como seria sua vida se sua mãe não o tivesse acordado ás 4 da manhã para a audição no X Factor. “Definitivamente, não seria nada assim. Eu tinha uma vaga ideia em me tornar professor,” ele conta, e não parece que ele odiaria a ideia. Em seguida ele sorri, os olhos que quebram milhares de corações estreitam-se, enquanto ele sente pensativamente na chuva de Nova Iorque, imaginando como teria sido.

 

 

 

 

Fonte: British Vogue

Tradução & Adaptação por: Equipe Zayn Brasil

 

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